• contexto | about

    Para a realização deste projeto foram convidados 14 artistas (7 com raízes na comunidade) de diversas áreas para se inspirarem nas conversas/memórias de 7 pessoas comuns da comunidade e projetarem uma obra que as reflita.

    "Artista", neste projeto, é entendido como uma pessoa ligada a qualquer tipo de arte e que consegue construir uma obra sumariamente.

    O objetivo é a criação de uma nova história da comunidade feita de imagens, objetos, cheiros, sons, paladares...

    percurso | what’s new

    jun2013

    as peças começam a ganhar vida

    as memórias descritivas das peças começam a chegar

    mar2013

    primeiro contato com as memórias

    os artistas conhecem pela primeira vez as memórias da pessoa da comunidade e iniciam o trabalho

    fev2013

    conversas sobre o projeto

    definição de estratégias- em conjunto

    jan2013

    primeiro contato com os artistas

    primeira conversa informal sobre os objetivos do projeto

     

  • artistas da comunidade | community artists

    Daniel Silva

    Escultor Daniel Silva, Gulpilhares, Vila Nova de Gaia.
    Daniel Silva, nascido em Janeiro de 1978, licenciou-se em Artes Plásticas – Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, concluindo posteriormente o Mestrado em Ensino das Artes Visuais na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
    Divide a sua vida profissional essencialmente por duas áreas - como escultor e como professor/formador.
    Como escultor, tem trabalhos concebidos em vários materiais como o bronze, o aço, as pedras naturais, a madeira, em materiais sintéticos, entre outros, tendo obras pertencentes a espaços públicos e a coleções particulares. Está ligado à indústria de moldes para a área artística há bastantes anos, colabora frequentemente com a indústria de fundição de metais nobres, e também com outros artistas.
    Como professor, leciona há vários anos disciplinas na área da educação artística em várias escolas, centros de formação, entre outras instituições, estando a colaborar nos últimos três anos com a Formação Contínua da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, em dois cursos.

    Marta Rocha

    Nascida no Porto em 1983, licenciou-se em Arquitectura pela Universidade do Porto (2001-2007), passando pela Universitá Degli Studi di Ferrara durante um ano, onde desenvolveu vários projectos de intervenção urbana. Apresentou Prova Final para Licenciatura com o título “Uma Praça para Gaia”, numa perspectiva de valorização e reformulação dos espaços públicos contemporâneos.
    Desenvolveu, no âmbito do Mestrado em Arte e Design para o Espaço Público da FBAUP, projecto de investigação em que procurava formas de intervenção da arte na paisagem urbana, como meio de alteração de uma imagem de cidade tida como colectiva e desconexa.
    Colabora desde 2006 num escritório de arquitectura do Porto, desenvolvendo em paralelo projectos pessoais de índole diferente.

    Ricardo Pina

    Ricardo Pina, nasce a 29 de Dezembro de 1985 com registo em Gulpilhares.
    Filho de Rosa Margarida Pina, gulpilharense de gema, e de Luis Pina, um valadarense de nascimento mas com Gulpilhares no ADN. 
    Forma-se em Design de Moda no CITEX, no Porto, entre 2004 e 2007.
    Durante o ano seguinte trabalha como designer assistente de Nuno Baltazar.
    Muda-se a viver a Madrid e ainda no ano 2008 faz um Master em Design de Moda no IED.
    Está à mais dois anos naquela cidade, onde começa a trabalhar com designer de calçado feminino.
    Ainda em Espanha, é onde, desde 2010, trabalha como designer de calçado e acessórios para a Zara Woman.

    mais artistas | more artists
  • artistas da comunidade | community artists

    Ângela Saldanha

    Ângela Saldanha nasce e cresce na freguesia de gulpilhares. Neta de uma comerciante da comunidade, desenvolve-se num seio propício à partilha e comunicação com pessoas de várias idades e vivências. É licenciada em design pela universidade de Aveiro e mestre no ensino das artes visuais pela mesma faculdade. Trabalha como designer, formadora e professora, sendo a sua grande paixão a educação artística abrangente e ligada às questões comunitárias, na qual se forma constantemente, procurando novas ideias, metodologias e práticas. Encontra-se a desenvolver um projeto na comunidade de gulpilhares, para conclusão do doutoramento, de recolha de memórias e de criação de novas histórias, mais próximas da realidade.

    Carla Videira

    Carla Videira nasceu em Vila Nova de Gaia no ano de 1982, cidade onde ainda habita. Teve formação ligada com as artes, mas depois enveredou pela área da cultura e dos eventos licenciando-se em Animação e Produção Artística pela Escola Superior de Educação de Bragança. Conta com experiência na área de organização de espetáculos e eventos culturais, passando também pela produção de publicidade e marketing, colaborando com algumas empresas desta atividade na região do Porto. No ano de 2008, como complemento à sua formação, realizou uma Pós Graduação em Comunicação e Gestão Cultural pela Universidade Lusófona do Porto. Possuidora de um espirito inovador e aventureiro, em 2010 rumou à Letónia onde teve a desenvolver um projeto de Voluntariado numa Escola em Riga. De regresso a Portugal, dedica-se a alguns projetos na sua área em nome individual é também colaboradora numa empresa de telecomunicações.

    Casimira Lourenço

    Maria Casimira Lourenço nascida e criada em Santa Maria de Gulpilhares tem como uma das principais características, a sua forte ligação à terra.
    Oriunda de uma das maiores famílias de Gulpilhares, os Lourenços, cedo traçou o seu destino artístico e profissional. Iniciou os seus estudos em Gulpilhares, tendo frequentado a Escola da Capela e a Escola de Música do Prof.Ramiro, hoje Fórum Cultural de Gulpilhares. 

    Estudou no ISAI, tendo frequentado o Curso de Turismo, estudou ainda no Instituto de Inglês do Porto e no Consulado de Itália sempre no intuito de alargar horizontes.
    Após algumas incursões em várias áreas do turismo, é funcionária há 20 anos numa Companhia de Aviação, carreira que construiu com determinação e da qual muito se orgulha...no entanto é nas Canções que dedica grande parte do seu tempo!

  • artistas da comunidade | community artists

    Sara Fernandes

     


     

  • artistas | artists

     

    Abel Andrade

    Abel Andrade, nascido em Maio de 1979, formou-se em Fotografia no Instituto Português da Fotografia.
    Divide a sua vida profissional e pessoal essencialmente por 4 áreas - como fotógrafo, como músico, como praticante de aikido e professor/formador nas áreas referidas anteriormente.
    Como fotógrafo, tem trabalhos publicados em jornais, revistas, sites, entre outros.
    Como músico “folk”, divide o seu tempo entre um duo com João Valente e com uma associação cultural, a CORETO.
    Formador há 2 anos de Concertina (acordeão diatónico), tendo dado aulas na D’Orfeu e presentemente a leccionar na escola de música JAHAS.
    Como professor de aikido, é o representante em conjunto com a Rute Crespo da associação Ten Chi.

    Emília Lopes

    Nasceu em Santa Maria da Feira, em 1949. Licenciada em Filologia Germânica, pela Faculdade de Letras do Porto, em 1980. Licenciada pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, em 1987, no curso Superior de Artes Plásticas - Escultura. Expõe individualmente e colectivamente por todo o país e estrangeiro. Desenvolve actividade no campo da escultura, medalhística e cerâmica. É autora de diversos monumentos escultóricos em Vizela, Sta. Maria da Feira, Lobão, Travanca, Escapães, Maia e Marco de Canaveses. 1º Prémio no concurso do Monumento ao “Mineiro de Santiago de Cacém”. Autora de dezenas de medalhas comemorativas de várias efemérides. Colaboração com escritores na ilustração de livros; colaboração em campanhas publicitárias com estudos de logótipos e troféus.

    Érica Dias

    Nascida a 18 do 5 de 1984, Érica Dias é formada pela Universidade de Aveiro em Design Gráfico, mas mantém uma relação muito próxima com todas as formas de Arte, em especial a Dança. Vivendo entre a Dança e Design tem vindo a desenvolver vários projectos dentro destas áreas mas tentando sempre uma interligação entre as mais variadas formas de expressão. A cima de tudo pode-se dizer que Érica, vive numa constante experimentação da vida, descobrindo dia após dia novas formas de se expressar.

     

     

    mais artistas | more artists
  • artistas | artists

    Fernanda Santos

    Responsável da empresa DA “Espaço IRIS - EDUCAÇÃO PELA ARTE LDA” Responsável pelas artes do Colágio OCEANUS e ESCOLA JASMIM Presença em exposição "La Química del Amor" 50x50x50x50” Museo de Artes y Tradiciones Populares de la Universidad Autónoma de Madrid Presença em todas as Exposições Colectivas do Grupo de Artistas do AVEIRO ARTE. Menção Honrosa no Concurso Pintura da AMSJ - Obra “Pará-quedistas na Ria”. Exposição Colectiva de Pintura “meias tintas” Grande Hotel das Caldas da Felgueira. Exposição Individual Pintura “diálogos” na Galeria Café Majestic.

    Meireles de Pinho

    Licenciado em Escultura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto. Em 1995/97 estudou na faculdade de Belas Artes de Sevilha, artes plásticas/escultura,. Entre 1996/97 foi Bolseiro do Instituto Camões para investigação em artes Plásticas. Reside e trabalha em Pedroso - Vila Nova de Gaia. É professor do Ensino Secundário. Está representado no livro “Cerâmica e Escultura  Painel de Artistas da Sistema J., Editora Portuguesa, Lda, e em Colecções Particulares e Publicas do Ministério da Educação e da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia.
    Desde 1988 que participa em exposições colectivas bem como individuais, tais como , “Pequeno Formato” Galeria Trindade - Porto,  “ PASSADO AO PRESENTE” Galeria da Praça – Porto, “ FUGAS PARA O PARAISO “ - Exposição de Pintura/ Escultura Galeria OM - Penafiel, “ ESCULTURAS PLANAS “Exposição de Pintura na galeria Maria Santos  Porto,  “ DAS FUGAS AS PLANAS” Exposição na Galeria Bairro Alto - Lisboa, “TRABALHOS NEGROS” Pintura / Escultura - Planetário do Porto, “PAISAGENS A BRANCO E NEGRO” Galeria OM Penafiel, “ERA UMA VEZ DUAS” Instalação na livraria Pulga,  Porto, “ HELP” exposição galeria Sétimo Elemento - Porto.
    Desde o ano 2000  participa na imagem gráfica da editora Edições Mortas  
    2007 Organizou e participou na “LAND ART GAIA” em parceria com o Parque Biológico de Gaia.
    2009 Participa na exposição Arte Urbana – AMI , Porto – “DESENHOS PrAMI” Galeria da Trindade- Porto – CASA BARBOT “A Casa, A Sala e A Estufa” - Vila Nova de Gaia
    2010 Realiza no CCB – Fábrica das Artes uma instalação “A Floresta Mágica, o Silencio e o Som” oficina sonora em parceria com Claire Honigsbaum  - LAST MATCHE 2010  Galeria Artside – Lisboa
    Exposição individual “Diagramas” Galeria AMI - Porto
    Participa na exposição arte Publica (Des)locação#1 em Crestuma, Vila Nova de Gaia
    Participa na exposição Land Art Cascais 2010 
    2011 Realiza as Esculturas Publicas efémeras no Parque da Lavandeira “ A Montanha de Noé” e a “Escultura de Fogo”

    http://meirelesdepinho.wix.com/meireles-de-pinho

     

  • artistas | artists

    Paulo D'alva

    Paulo Alexandre D´alva Baptista nasceu em Avanca em 1980 Licenciatura em artes plásticas – ESAP – Escola Superior Artística do Porto. Mestrado em Ensinos das Artes Visuais. Iniciou a sua carreira no cinema de animação em 1995, nos estúdios do Cineclube de Avanca. Em 1996 participou como animador e co-realizador na série “Alfredo” (exibida na SIC durante o ano de 1998, vendida para televisões de 27 países). Entre 1997 e 2001 participou em várias curtas-metragens de animação. Em 1997 realiza sua primeira curta-metragem, intitulada “A noite cheirava mal”, participando em mais de uma centena de festivais nacionais e internacionais arrecadando um total de 11 prémios, destacando o Grande prémio e o Primeiro prémio OURO do Festival de cinema “10 International Juvenale Klagenfurt” Áustria 99. Membro fundador da associação cinematográfica de Ovar - PANORÂMICA, onde é responsável pelo atelier de cinema de animação, realizando diversos ateliers e workshops de cinema de animação. Trabalhou na curta-metragem de animação “A meio da noite”. E recentemente finalizou a curta-metragem intitulada “Carrotrope” com o apoio do ICA, instituto do cinema e audiovisuais. Mantém uma actividade permanente como Professor de Artes Visuais, formador na área das artes plásticas, para além da realização de spots publicitários, animáticos para televisão e vídeos pedagógicos de animação.


    Teresa Costa

    Teresa Costa nasceu a 4 de Fevereiro de 1977, e é natural de Fátima.
    Vive e mantem a sua actividade profissional no Porto, desde 1995.
    Licenciou-se em Artes Plásticas - Pintura na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto e realizou Mestrado em Ensino de Artes Visuais no 3º Ciclo e Ensino Secundário da Universidade de Aveiro.
    É docente de diversas disciplinas do Curso Científico-Humanístico de Artes Visuais do Ensino Secundário e em paralelo realiza, com frequência, diversas exposições artísticas colectivas e individuais.
    Actualmente participa em diversos projectos no âmbito da ilustração infantil, tendo especial relevância a pintura mural realizada em várias instituições hospitalares (serviços de pediatria).

  • obras

    7 pessoas encontram-se às 7 horas da tarde do dia 7 do mês 7 para falar sobre 7 temas. 7+7 obras que 7+7 artistas fizeram sobre 7 pessoas da comunidade serão reveladas. 7 lugares serão desvendados por outras 7 pessoas que contarão 7 memórias. 7 objetos contarão 7 vidas. 7 imagens suscitarão a tua imaginação e uma nova história será contada... (obras visíveis a partir do dia 7 de julho)

     


     

     

  • Fashion

    3D Objects

    Wedding

    Reportage

    Advertising

    Portrait

  • memórias descritivas das obras tendo por base as memórias do SENHOR AUGUSTO GUEDES

    "Sons e Palavras num NÃO lugar…" por Abel Andrade: artista externo

    Local: Mercearia da Miquinhas
    Ideia: Através de sons e palavras da obra Refúgio de Silêncios de Augusto Martins Guedes, transportar o imaginário de cada um para paisagens sonoras, visuais, onde cada um, imagina, ouve, pensa, sente as palavras que são ditas, os sons que são sentidos na tranquilidade de uma mercearia centenária que por si só já devia ser admirada e escutada..
    Poemas recitados por vozes comuns.. às vezes quase cantados.. outras vezes quase sussurrados.. outras vezes apenas lidos de forma fria e desinteressada..
    Cada um interpreta da sua forma, cada um ouve o que quer ouvir.
    Uma experiência para ser partilhada, sentida e levada para casa.

    Entre palavras... por Ângela Saldanha: artista da comunidade

    Local: Auditório de Gulpilhares

    Ouvir o Senhor Augusto é saborear à beira mar um longo e aconchegante café num dia de frio.

    Entre as palavras e as metáforas constantes do seu discurso faz qualquer ouvinte viajar no tempo e no espaço, deslumbrando-se com os sentidos que invoca. São as memórias e as palavras que o fazem mover nas suas constantes recolhas, pesquisas e partilhas. O primeiro livro que escreve é um marco extremamente importante na sua história. nos seus poemas vemos uma comunicação constante com o outro e com a vida. São palavras sábias, para saborear sem pressas.

    Entre dentes, entre palavras e entre pessoas, os poemas entranham-se, modificam-se e relacionam-se, criando novas sinergias numa mutação constante.

    Beba um chá ou um café utilizando uma parte desta obra orgânica.

    Deleite-se com um poema, divida-o com o outro e usufrua desta experiência de partilha inigualável do Senhor Augusto.

    Há palavras que nos escapam...

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  • memórias descritivas das obras tendo por base as memórias da SENHORA JÚLIA ROCHA

    “Put yourself in my shoes” por Teresa Costa: artista externo

    Local: “Put yourself in my shoes” Instalação - Auditório de Gulpilhares
    (S/ título) Graffiti – Parede de uma casa na Rua do Monte


    “Sendo eu a tua impressão digital, assemelho-me a ti naquilo em que me transformei. Tu és exactamente o que se perdeu, na medida em que tu só correspondes ao molde em que me transformei.”


    Aproprio-me descaradamente, e sempre que me convém, destas palavras da artista Rachel Whiteread. Não só, porque nelas encontro recorrentemente um mote para o meu trabalho, mas também porque são elas que me ajudam, neste momento, a formular um sentido para a minha intervenção neste projecto. O desafio que me propuseram foi algo com que imediatamente me identifiquei, contudo os contornos dessa proposta situaram-me num cruzamento de caminhos, de desvios e direcções, cujas possibilidades apelaram à abertura de percursos inusitados.
    Alguém e algures foram-me “oferecidos”, memórias e lugares, e lugares de memórias, e histórias de objectos e imagens, cheiros e texturas e pessoas que contam a sua relação com eles e de umas com as outras, e pessoas que tornam a relação entre tudo isto possível, que vivem e são um lugar .
    O(s) objecto(s) que apresento resultam da tentativa de materializar a ideia destes caminhos que são do outro, mas no qual se cruza o meu (ou tantos outros), com disposição e intenção de encontrar esses pontos de contacto ou de intersecção, na possibilidade da identificação, na descoberta do que é ou não comum , na surpresa da coincidência ou finalmente na oportunidade de questionar e reflectir sobre o que nos move na capacidade e no desejo de nos reconhecermos em pegadas alheias.

    por Casimira Lourenço: artista da comunidade

    Local: Auditório de Gulpilhares

     

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  • memórias descritivas das obras tendo por base as memórias do SENHOR MANUEL MOREIRA

    “Palavra Ausente” por Meireles de Pinho: artista externo

    Local: Instalação performativa - Senhor da Pedra
    O espaço público, quando é palco de intervenções / ações artísticas, e daí resultar dinâmicas que posteriormente despoletem problemáticas ao seu redor, poderá adquirir um mecanismo de memória.
    A Bandeira “Memória” colocada na praia numa linha imaginaria que une a Igreja do Senhor da Pedra á capela da Sonora (?) , pretende posicionar acontecimentos vividos nesse lugar.
    O lugar, território qualificado e ancorado  ás pessoas, a que os gregos tinham uma relação mágica com o lugar. O lugar, como o historiador Guilherme Abreu afirma, são “precipitados químicos” de um passado colectivo. Para Michael Pollak  sociólogo, os acontecimentos vividos pessoalmente e os em grupo ou pela colectividade na qual as pessoas fazem parte, constitui uma memória individual, bem como uma memoria colectiva.
    O hastear da Bandeira “Memória” na praia será um homenagem a essas memórias individuas e colectivas, profanas ou religiosas vividas nesse lugar.

    "Cartografia de um Lugar"(ainda provisório) por Marta Rocha: artista da comunidade

    Local: Auditório de Gulpilhares

    Cartografia aparece definida como “a arte de traçar mapas geográficos ou topográficos”, numa espécie de paradoxo entre algo que implica criatividade e por outro lado a organização de dados mensuráveis entre si. Já a ideia de lugar pressupõe uma paisagem que extravasa uma condição física, que se pensa e que se experiencia.
    A Paisagem como leitura pessoal.
    Este projecto pretende assim criar uma espécie de cartografia híbrida, entre aquela que é a minha
    leitura enquanto autora e da descrição do Sr. Manuel na sua perspectiva, um dos protagonistas dos 7 percursos pela freguesia de Gulpilhares, objecto de estudo da investigação em que esta intervenção se insere.
    Ao produzir objectos visuais contropondo estas duas  paisagens pessoais que se
    moldam na  perspectiva de um autor, pretende-se criar uma espécie de mapa que se define e se prolonga na relação com cada observador, potenciando assim novas e diferentes leituras do contexto.
    Pretende-se cruzar o espaço em estudo actual com estes relatos desencontrados no tempo,
    intersectando-os, como forma de depuração de um trabalho mais extensivo, numa espécie de
    mapeamento fruto de um processo pessoal.
    Esta proposta de projecto traz uma das muitas formas possíveis de pensar o lugar, de contribuir para  este debate alargado, priorizando a perspectiva individual, porque são as pessoas que fazem os lugares.
    Pensa-se o projecto como uma cartografia a uma escala intimista, desenha-se esta paisagem vivida na experiência do espaço.
    “A paisagem vivida torna-se Lugar” (Marta Traquino, 2010, p.57)

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  • memórias descritivas das obras tendo por base as memórias da SENHORA MARIA JOSÉ VALENTE

    "35405 dps" por Paulo D'alva: artista externo

    Local: Mercearia da Miquinhas

    35405 (dps) dias por segundo é uma vídeo instalação que pretende colocar o espectador frente a um écran, a televisão surge como símbolo de adoração, objeto de culto, o espectador limita-se a contemplar as imagens mas sem interferir. Aqui nesta situação retirei 35405 frames de um vídeo que nos leva para o domínio do infinito, do eterno, como pano de fundo ouvimos sons do quotidiano vivido na primeira pessoa. Neste momento contemplativo utilizei uma linguagem simples remetendo para as questões da aura na obra de arte, houve um momento e esse momento é eternizado. E toda essa ambiência de eterno é caracterizada com a sucessão de imagens em movimento lento. Aqui o som é importante na medida em que nos é dado sem o sincronismo com a imagem, e isso leva o espectador a criar as imagens que por si só já subentendidas. O som tem um papel significante em prover feedback e distúrbio, há como um confronto entre imagem e sons. Pretendo realçar as questões da poética o tempo, e a fusão dos três tipos de memória o passado, o presente (a captação de um movimento real ou imaginário) e o aqui e agora (o processo de sucessão de imagens). O próprio monitor aparece no projeto como um objeto artístico, que por si só ou em combinação com outros materiais, forma uma escultura, operando, no entanto, em relação a esta, uma mudança fundamental do lugar da representação e do sujeito.

    "O que te digo..." por Sara Fernandes: artista da comunidade

    Local: Auditório de Gulpilhares

     

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  • memórias descritivas das obras tendo por base as memórias da SENHORA Mª Palmira Chaves

    “Nos sapatos de Maria Palmira!” por Érica Dias: artista externo

    Local: Auditório de Gulpilhares
    Com respeito e admiração, calço os sapatos da D. Maria Palmira, na tentativa de levar todos os espectadores ao encontro da sua história, da sua vida. Essa vida, história é agora refletida em largos movimentos e ritmos imperfeitos e captada por um olhar bastante distante da realidade que o inspira!

    “O tabuleiro legado” por Carla Videira: artista da comunidade

    Local: Pavilhão Gimnodesportivo em Gulpilhares

    “O tabuleiro legado” surge de uma inspiração de uma tradição existente na Freguesia de Gulpilhares, detentora de muitos anos… os Cortejos!
    Os Cortejos, para além de uma possibilidade de encontro e convívio entre as gentes da Freguesia, pretendia a recolha de fundos para as obras da Paróquia.
    Todos os grupos participantes deixavam no átrio da igreja as suas oferendas que mais tarde seriam leiloadas, estas oferendas eram transportadas sobre um tabuleiro.
    Após o convite em participar no projeto “No caminho para Casa”, logo surgiu a ideia de criar um objeto artístico que de algum modo estivesse interligado com este “evento” cultural ; esta ideia fortaleceu-se após o testemunho da D. Maria Palmira, que também ela foi um membro fundamental na realização desta tradição e costume.
    O tabuleiro está revestido com tecidos de cores e padrões, estes refletem a rede de relacionamentos existentes na comunidade, as interações entre as pessoas e bem como as diferenças, no entanto este tabuleiro encontra-se por terminar… A comunidade é convidada a participar neste projeto, dando um toque da sua habilidade e deixando uma marca do seu estilo neste tabuleiro.

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  • memórias descritivas das obras tendo por base as memórias da SENHORA Mª DOS SANTOS MOREIRA

    "A ilusão do passado" por Emília Lopes: artista externo

    Local: Auditório de Gulpilhares

    A imagem de uma mulher determinada, sensível, sensata e alegre, dividida entre a ilusão de um coração feliz e a dramática realidade, de uma vida banal.

    “O Meu Vestido Amarelo de Bordado Inglês” por Ricardo Pina: artista da comunidade

    Local: Auditório de Gulpilhares

    "Eu ia linda como o sol, linda, de vestido amarelo de bordado inglês com uma jaleca de veludo, que era eu que costurava. E a Palmirinha tinha muito brio em mim, escolhia-me sempre a feitio os sapatos com as carteiras, tudo aquilo... (...) Eu ia tão linda, menina, tão linda, tão linda..."


    Este pequeno excerto, retirado da entrevista de uma das intervenientes na comunidade, é por si só delicioso. De tão grande simplicidade gramatical, que ao mesmo tempo chega a ser quase poético.

    Para aqueles que como eu fazem parte da mesma comunidade, é fácil identificarmo-nos com expressões, que nos são tão familiares. Tais como: "linda como o sol", "a jaleca", "a Palmirinha", "ter brio", "os sapatos a feitio com a carteira"... E que fazem com que aquelas, duas frases sejam ainda mais entranháveis.

    Para mim, que tive a oportunidade de ver, e, sobretudo ouvir parte do resto da entrevista, esta frase tem um significado mais amplo que o meramente formal, pois resume várias memórias e sentimentos da entrevistada.

    Como se recorda ela, a si mesma, quando jovem… Uma mulher bonita, com bom gosto e vaidosa.

    Destaca também, aquele que parece ser em toda a entrevista, o seu melhor ofício, costureira.

    Representa ainda um momento de inflexão emocional muito importante na sua vida, onde passados tantos anos, a fronteira entre as boas e as más recordações já se dissolve.

    Como complemento, a expressão que transmite a entrevistada enquanto revive esta história da sua vida, é de uma grande carga emotiva.

    Resumindo, pessoalmente esta frase é sem dúvida o ponto de cruzamento da história de alguém, com a minha própria história e com a minha profissão, Designde moda.

    Parto assim das imagens que me sugerem as frases, a história, o retorno àquela época. Cruzo-as com as minhas referências, os meus gostos e o meu "estilo próprio". E tento criar uma peça, neste caso um vestido. “O meu vestido amarelo de bordado inglês”, que represente esta mulher, a sua história, aquele momento, mas obviamente sob um ponto de vista muito próprio. O meu.

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  • memórias descritivas das obras tendo por base as memórias do SENHOR ONOFRE TAVARES

    por Fernanda Santos: artista externo

    Local: auditório de Gulpilhares

    “Onofre Tavares - o Rei do Sprint” por Daniel Silva: artista da comunidade

    Local: vários locais da comunidade

    Juntar no mesmo projeto Onofre Tavares e Gulpilhares é razão para evidenciar a elevação a que este ciclista levou o nome de Gulpilhares. Poucos se podem rogar nesta terra de tal feito.
    Lembrar os feitos desta personalidade é valorizar o que de melhor tem esta terra e alertar os mais novos e os vindouros para a nossa história, a história de Gulpilhares.
    Ao convite da Ângela Saldanha e de forma a corresponder ao seu projeto artístico –“no caminho para casa”– apresento uma proposta que penso fazer perdurar a memória de Onofre Tavares ao longo dos anos. Trata-se de convivermos com silhuetas deste ciclista, espalhadas por algumas paredes de Gulpilhares, representando alguns dos seus momentos de glória, criando no imaginário do observador sensações da vivência desses mesmos, como se de uma máquina do tempo se tratasse.
    As silhuetas recortadas em chapa de alumínio (ferro, madeira, PVC), posteriormente pintadas em azul; cor associada a Gulpilhares e cor do clube do coração de Onofre Tavares, onde este se formou e cresceu como ciclista; serão fixadas em alguns dos locais  que mais marcaram o início de carreira de Onofre.
    O lugar da Igreja Matriz e a Rua de Salvador Brandão (Nacional 115), frente à paragem de autocarros e à drogaria do Sr. Júlio, foram durante as várias edições da prova ciclística mais famosa desta freguesia, Circuito de Gulpilhares, pontos de partida e chegada, onde Onofre ganhou por cinco vezes, ficando as restantes três em segundo lugar. Noutros locais desta
    freguesia serão fixadas outras reproduções em diferentes dimensões.
    Uma outra dimensão deste projeto visa a organização num futuro próximo,
    de uma nova edição, do já esquecido Circuito de Gulpilhares, renomeando - o Circuito Onofre Tavares. O futuro ditará.

 

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